10 de nov. de 2010
. praquê .
minha atividade é mórbida. meu corpo cru. desejo de ser múltiplo. submundo de mim, tento em vão fazer-me posseiro de um eu. fico apenas no átrio pálido da casa que me fizeram. paredes em tons sem graça. poeta de palavra nenhuma. reles pirilampo sem sentido. alumio, mas não sei porque. estou vácuo, eco, puro, vazio, provisório. de jejum, escrevo em frenesi. é a maresia que começa a corroer-me as vísceras, que moe ajuntando letras, que se fazem sílabas, que se constroem palavras, que se constituem frases, soltas, desconexas, mas por isso mesmo, plenas de significado. manhã é sempre novidade. vai ver é por isso que detesto os começos. sou do meio. do vão, do entre, do espaço. adoro o fim. lá tudo se perde, nada se vê, pouco posso fazer. no fim tudo encontra abrigo.
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