9 de nov. de 2010

. pralacrar .


fecho a porta pra coisa estranha. mania boba, apesar de insensata. acabo deixando essa meleca entrar. coisa nojenta é a gente ver que a vida passa, vai, acaba. estou sempre me despedindo sem me despedir. vivo nu. estou despido para a tireoide emplatascada de "cachinhos-doiros-amanhados-com-linhaça". sem saber o que se passa. estou fraco, carente e careta. me sinto um placebo. quereria ser remédio forte pra tirar o estranho da casa alheia, mas sou farinha empaçocada. sirvo pra nada. sirvo-sem-servir. pra dançar a vida toda. fazer o mundo girar, numa piorra frenética. viver tudo no "dois pra lá, dois pra cá". quero mais. quero sempre... quero! às vezes me aborreço, às vezes não. às vezes! uma vara de condão e tudo se resolveria. bobagem. meu bagageiro é grande, cabe tudo, do "a" ao "z": angústia, bosta, carência, dor, enjôo, falta, hiatos, inquietude, jejum, larica, moleza, nada, opressão, peleja, querela, rudeza, sofridão, trauma, urro, vício, xacoco e zumbido. tô pronto? tô pronto! tô pronto... vambora que eu tô é dentro! hoje eu tô flá!

3 comentários:

. rodrigo.ladeira . disse...

Flávia, é isso! se eu pensar não digo. Parido assim, parece que não sou eu. Tô mais dentro do que possas imaginar. Punção bendita! bjos!

Flávia disse...

...
fico aqui com suas palavras.
bj

Anônimo disse...

Bom quando nos conscientizamos de que as nossas atitudes podem e devem ser pautadas na efemeridade da vida... viver ser feliz e deixar viver...