8 de nov. de 2010

. pralauína .


hj acordei com um verbo na cachola: lauinar. lauína é verbo, agere, peripécia, mesmo que se pense o contrário. aliás, lauinar é ser contra, invenção do inventar, mania louca de ser vocábulo-música-poesia, enfim, coisa alguma, porque não-pronta, por-fazer, sem receita. rasgada e inteira. quebrada e picotada, feita bricolagem. sempre outra, sempre a mesma, nunca sã. medrosa, corrosiva, léxica. já tens as rédeas, o chicote, peias apertadas, couro tratado e cheiroso, rédeas nas mãos... vambora? pra lugar nenhum vou. ser o que nunca fui. ser-sendo. crer-sendo. ir! se a gente vai chegar? solta as rédeas, sente o vento, sou pernas fortes, lombo largo, anca firme. esquece só agora que és louca {doidice é quando a gente quer ficar sempre doido, querendo dar conta de tudo}. fica sã, santa, lúcida, imaculada, virgem. deixa que eu te mostre o invisível, o além das pelejas, o sabor de não-saber. música-sem-música. dor que dói macio e dentro. imo, âmago, arfante, palpitante... quase uma morte. deixa doer! lauinei. pronto, reto, teso.

Um comentário:

Flávia disse...

Lindo!
Lau é isso e muito mais!
Flávia